Processos de assimilação e aculturação- Leonardo e Clara
1- Como a comunidade reflete a importância do patrimônio? (Ou como ela deveria refletir)
Resposta: Em geral, vejo que a comunidade faz e reflete sim, mas que infelizmente é uma minoria. Deveria ser muito mais refletido. Ela deveria exibir com uma memória coletiva, onde perante tudo que aconteceu envolvendo aquilo, deveria ser lembrado e gerar uma consciência a respeito, tanto das coisas boas e ainda mais das ruins. Ou seja, a comunidade deveria demonstrar com seus pensamentos, falas e acima de tudo, ações. Infelizmente, em vista de tudo que podemos observar hoje, como comentários em redes sociais, notícias em jornais e as atitudes das pessoas em geral, como o preconceito, a ganância levando a atitudes malucas e várias outras atitudes que deixa claro que a sociedade desconhece ou ignora muito de sua história, comete os mesmos erros e dificilmente tem se mostrado sensível, madura e consciência a essa memória coletiva que deveria estar em prática.
2- Qual sua forma de uso (o que não implica apenas situações práticas)
Resposta: Na nossa língua, nossos hábitos, nas músicas que ouvimos, no que dançamos, nas análises de obras de arte, prédios e estátuas, na maneira como fazemos a comida, nas vestimentas, nos livros e no modo de pensar em muitos casos. A sua forma de uso está presente cotidianamente em inúmeros se não todos os aspectos, às pessoas percebendo ou não, é o que forma o que nós somos , construímos e alcançamos até hoje.
3- De qual maneira se dá sua conservação?
Resposta: Se dá de várias maneiras, como ser tombado pelo IPHAN , onde terá leis e determinações a respeito do cuidado com o patrimônio, como a restauração caso seja necessário, por exemplo. Podemos citar também o cuidado, valorização e investimento para com essa obra, pra que a população tenha contanto, conhecimento e consciência a respeito do que ela representa, além de preserve- lá passando de geração em geração diversas das tradições e até sendo recriada pela comunidade, sendo adotado e moldado em alguns aspectos para se encaixar no que é preciso. Temos como exemplo muitos de música como o funk que se derivou de outros gêneros, estilos de roupas e de construções entre vários outros exemplos, e assim criaram uma nova narrativa.
4- Alguma restrição de acesso a determinados grupos; entre outros critérios que você e os estudantes podem definir, de acordo com o contexto local.
Resposta: Existe sim restrições de acesso em questão de idade por exemplo ou até lugares que são tombados pelo IPHAN e que a entrada é proibida perante o risco do local, como a ilha das cobras.
E a patrimônios imateriais também podem haver restrição. Como a intolerância religiosa, o preconceito a determinada danças e músicas, quando isso acontece, muitas pessoas não tem nem acesso a conhecer outras coisas além da que já conhece pela ignorância e acabam restritos a algo novo ou pela própria proibição por lei como já aconteceu com a própria capoeira em 1890.
5- O que devemos fazer com os bens materiais e imateriais que valorizam grupos racistas ou escravistas?
Resposta: Devíamos usar para que quando às pessoas a vissem ou percebessem, lembrariam o que ela significa e fortaleceria uma memória coletiva e consciente das pessoas. Teriam também que ser feito processos e mais projetos para que mais pessoas ainda saibam, conheçam e percebam o que elas significam e retrataram pra comunidade. E que não somente saibam numa questão moral, mas além, consciente, compreendendo verdadeiramente. Onde tudo que remete aquilo para a pessoa, ela faça correlação e assim tenha visões e atitudes diferentes. Não é apenas referente à preservação do passado, mas, também, à construção de um futuro diferente, composto por pessoas conscientes de sua identidade e origem, as quais não se curvam diante dos mesmos erros.
Como exemplo , podemos citar : A estátua do Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera), Anhanguera é uma palavra de origem tupi-guarani, que significa “Diabo Velho” ou “Espírito Maligno”, esse homem saqueava, matava e escravizava Índios.
Emílio Garrastazu Médici - Um dos presidentes durante a ditadura militar que mais torturou e matou aqueles que meramente não oposto a sua política.
Ao olhar para essas estátuas, acredito que o melhor sentimento seria repulsa, indignação e nojo. Levando a sempre refletir.
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